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outubro 6, 2009

mdma

ÊXTASE (MDMA)

O MDMA (3,4 metilenodioximetanfetamina) é uma feniletilamina que tem semelhanças estruturais com a anfetamina e a mescalina. Foi desenvolvido experimentalmente em 1912 na Alemanha como inibidor do apetite e no final dos anos 70 foi utilizado para  facilitar insights por alguns psicoterapeutas. Desde 1985 é considerado droga ilícita nos EUA.

O êxtase começou a se expandir como substância recreacional durante as festas rave, que iniciaram na Inglaterra em meados dos anos 80 e depois se popularizaram em outros países da Europa e no resto do mundo. O uso na vida chegou a 13% da população na Grã-Betanha nos anos 90 e o consumo passou a ser reprimido após intoxicações e óbitos relacionados a substância. Atualmente, o êxtase é a club drug mais consumida no mundo. Sua apresentação é disponível sob a forma de pequenas pílulas confeccionadas com desenhos de ícones ou palavras impressas, geralmente adulteradas com cafeína, pseudoefedrina, tipos diversos de anfetaminas e outras substâncias. Os usuários geralmente conversam entre si e com fornecedores sobre efeitos daquele tipo particular de pílula.

Os efeitos surgem 30-60 minutos após a ingestão e podem durar até 6-8 horas. Os usuários descrevem sentimentos de agitação, distorção do tempo, euforia, alteração de percepções sensoriais e do insight, comunicabilidade, diminuição de defesas, bem estar e uma sensação de intimidade. A quantidade administrada é variável, mas o uso em média é de 2 comprimidos por noite. Efeitos estimulantes são comuns, tais como taquicardia, aumento da pressão arterial, dilatação pupilar, salivação, sudorese e aumento da temperatura corporal.

O uso continuado de MDMA leva à destruição de axônios de serotonina e de seus terminais nervosos, causando diversos prejuízos neuropsiquiátricos em usuários crônicos (e mesmo em usos esporádicos), tais como déficits na memória operacional, memória episódica, atenção e processos cognitivos mais elevados. Piora do humor é comum, devido à depleção do sistema serotoninérgico após o uso e mais severa naqueles com distúrbio depressivo prévio.

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PET scan demonstra atividade de serotonina em não-usuários de MDMA (em cima) e usuários de MDMA (embaixo), mais de 3 semanas após o uso da substância. A depleção exibe no PET danos neuronais maciços no sistema transportador de serotonina.

A toxicidade sistêmica do MDMA pode causar diversos complicações clínicas, tais como hiponatremia (redução do sódio sérico), desidratação, hipertermia, insuficiência renal, hepatite tóxica e problemas cardiovasculares. Vários óbitos decorrentes do uso foram registrados na literatura.

Interações de MDMA com antiretrovirais e outras drogas também pode ocorrer, com risco cruzado de overdose, devido às vias de metabolização do MDMA pelo citocromo CYP 2D6.

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